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O que muda com as novas gerações e tecnologias?

Juliana Manfredi | 20/01/2026

O que muda com as novas gerações e tecnologias?

Durante muito tempo, o design foi visto quase como um acabamento, aquela “camada bonita” que dava forma ao conteúdo. Mas esse conceito ficou no passado e os motivos para essa transformação passam por dois grandes motores da mudança: a tecnologia e as novas gerações.


Sim, a tecnologia revolucionou ferramentas, processos e possibilidades criativas. Mas tão importante quanto isso foi a mudança de mentalidade das pessoas. O jeito como vivemos, compramos, interagimos e nos comunicamos também mudou e o design, que é feito para pessoas, teve que acompanhar.

A TECNOLOGIA MUDOU O QUE É POSSÍVEL CRIAR!

Hoje, com um notebook e um software acessível, um designer pode fazer o que há 30 anos exigia uma equipe, pranchetas, fotografia e muita produção manual. Ferramentas como Figma, Adobe XD, IA’s, automações e prototipagem em tempo real democratizaram a criação e tornaram o design mais ágil e colaborativo.


Mas não se trata só de agilidade. A tecnologia também mudou o formato dos produtos:

  • Designs interativos
  • Interfaces responsivas
  • Experiências imersivas
  • Design voltado para acessibilidade, usabilidade e dados em tempo real

O foco deixou de ser apenas estético. Hoje design é experiência. E mais do que nunca, precisa ser útil, rápido, inclusivo e emocional.

AS NOVAS GERAÇÕES REFORMULARAM O PAPEL DO DESIGN.

Se antes o design era pensado por poucas pessoas e consumido por muitas, agora ele é construído em colaboração.


As novas gerações (millennials, Gen Z e até os alphas) têm expectativas diferentes. Eles:

  • Valorizam marcas com propósito
  • Esperam experiências fluidas e intuitivas
  • Querem participar, co-criar, personalizar
  • Exigem design inclusivo e consciente
  • Se conectam com autenticidade, não com perfeição

Ou seja: não adianta mais fazer um layout bonito se ele não conversa com o comportamento do público. Design hoje precisa refletir valores, ser acessível, adaptável e estar pronto para mudar conforme o mundo muda.

DESIGN DEIXOU DE SER FINAL E VIROU PROCESSO

Talvez essa seja uma das maiores transformações: o design não é mais produto acabado. Ele é processo contínuo, interativo e em constante evolução. Por isso, mais do que dominar ferramentas, o novo designer precisa ouvir, testar, interpretar dados e estar disposto a mudar.


A geração que cresceu com redes sociais, filtros, memes e UX já sabe: design é o que sentimos ao usar. E, nesse novo cenário, a empatia virou ferramenta de trabalho.

CONCLUSÃO: TECNOLOGIA E GERAÇÕES MOLDAM O DESIGN – JUNTOS

A tecnologia abriu portas. As gerações mais novas mudaram as regras. E o design? Se reinventou como um campo vivo, sensível, centrado nas pessoas e mais estratégico do que nunca.


Se você trabalha com design (ou depende dele para se comunicar com seu público), vale a reflexão:


Seu design está acompanhando a evolução das ferramentas e das pessoas?


Porque o futuro do design não está só nos pixels — está no que eles provocam em quem vê.

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Juliana Manfredi
Juliana Manfredi | 9 publicações

REDATORA NA MIATI

"Palavras são necessárias para entendermos a manifestação do próximo."

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